Guia completo das incidências radiográficas de tórax

Do exame de rotina em pé às incidências especiais usadas em situações clínicas específicas: veja as 7 incidências de tórax mais usadas na prática radiológica, quando cada uma é indicada e onde encontrar o guia completo de técnica de cada uma.

Atualizado em por Equipe Guia do Raio-X | 7 min de leitura

Neste artigo
  1. Visão geral das incidências de tórax
  2. PA de tórax
  3. Perfil de tórax
  4. AP portátil
  5. Oblíqua anterior (RAO e LAO)
  6. Oblíqua posterior (RPO e LPO)
  7. Decúbito lateral
  8. AP lordótica
  9. Comparativo das incidências
  10. Perguntas frequentes

Visão geral das incidências de tórax

Rotina. A rotina de tórax é composta pela PA e pelo Perfil, feitas com o paciente em pé, ou pela AP portátil, usada quando ele não consegue se levantar.

Incidências especiais. As demais incidências — oblíquas, decúbito lateral e AP lordótica — são usadas em situações clínicas específicas, como avaliar estruturas encobertas nas incidências de rotina, detectar líquido ou ar livre na cavidade pleural, ou liberar os ápices pulmonares da sobreposição das clavículas.

PA de tórax

Incidência de base do exame em pé, feita com o paciente de frente para o receptor. Compõe, junto com o Perfil, a rotina padrão de duas incidências.

  • Raio Central: Perpendicular ao receptor, na altura de T7 — cerca de 18 a 20 cm abaixo da vértebra proeminente (C7), no nível do ângulo inferior da escápula.
  • Distância Foco-Filme: 180 cm — com o receptor encaixado no bucky mural.
Ver guia completo da PA de Tórax

Perfil de tórax

Feita em conjunto com a PA, localiza lesões em profundidade e mostra áreas encobertas pelo coração e pela coluna na incidência frontal.

  • Raio Central: Perpendicular ao receptor, na altura de T7, na linha axilar média, ao nível do ângulo inferior da escápula.
  • Distância Foco-Filme: 180 cm, com uso de grade.
Ver guia completo do Perfil de Tórax

AP portátil

Substitui a rotina em pé quando o paciente não consegue se levantar — feita deitado ou semi-ereto, com frequência à beira do leito.

  • Raio Central: Angulado cerca de 5° no sentido caudal, perpendicular ao longo eixo do esterno, incidindo na altura de T7 — de 8 a 10 cm abaixo da fúrcula esternal.
  • Distância Foco-Filme: 180 cm no mínimo, quando semi-ereto e a estrutura do leito permitir.
Ver guia completo da AP Portátil

Oblíqua anterior (RAO e LAO)

Rodando o paciente a partir da posição PA, libera estruturas do coração, da aorta e dos pulmões da sobreposição da coluna e do mediastino.

  • Raio Central: Perpendicular ao receptor, na altura de T7 — cerca de 18 a 20 cm abaixo da vértebra proeminente (C7) —, centralizado entre o plano mediossagital e a margem lateral do tórax rodado.
  • Distância Foco-Filme: 180 cm, com uso de grade.
Ver guia completo da Oblíqua Anterior

Oblíqua posterior (RPO e LPO)

Alternativa às oblíquas anteriores para pacientes que não podem ficar de frente ao receptor — parte da posição AP com o tronco rodado.

  • Raio Central: Perpendicular ao receptor, na altura de T7, no ponto médio do tórax rodado.
  • Distância Foco-Filme: 180 cm, com uso de grade.
Ver guia completo da Oblíqua Posterior

Decúbito lateral

Usada para detectar pequenas quantidades de líquido pleural ou ar livre na cavidade pleural, com feixe horizontal e tempo de espera antes da exposição.

  • Raio Central: Horizontal, perpendicular ao receptor, na altura de T7 — cerca de 8 a 10 cm abaixo da fúrcula esternal.
  • Distância Foco-Filme: 180 cm, com uso de grade.
Ver guia completo do Decúbito Lateral

AP lordótica

Usada para liberar os ápices pulmonares da sobreposição das clavículas, com o paciente inclinando o tronco para trás.

  • Raio Central: Perpendicular ao receptor, no ponto médio do esterno — cerca de 9 cm abaixo da fúrcula esternal.
  • Distância Foco-Filme: 180 cm, com uso de grade.
Ver guia completo da AP Lordótica

Comparativo das incidências

IncidênciaQuando usarRaio central
PARotina, paciente em péT7, perpendicular
PerfilSempre em conjunto com a PAT7, linha axilar média
AP PortátilPaciente não consegue ficar em péT7, angulado ~5° caudal
Oblíqua AnteriorAvaliar coração, aorta e áreas encobertas na PAT7, perpendicular
Oblíqua PosteriorSubstitui a oblíqua anterior quando o paciente não pode ficar de frente ao receptorT7, perpendicular
Decúbito LateralSuspeita de derrame pleural ou pneumotórax pequenoT7, feixe horizontal
AP LordóticaAvaliar ápices pulmonares encobertos pelas clavículasMeio do esterno, perpendicular

Perguntas frequentes

Quantas incidências de tórax existem?

Além da rotina (PA, Perfil e AP portátil), há incidências especiais para situações clínicas específicas: oblíqua anterior, oblíqua posterior, decúbito lateral e AP lordótica — 7 incidências no total, cobertas neste guia.

Qual a diferença entre oblíqua anterior e oblíqua posterior?

Na oblíqua anterior, o paciente fica de frente para o receptor; na oblíqua posterior, de costas. A posterior é usada como alternativa quando o paciente não consegue ficar de frente para o receptor, como em pacientes acamados.

Quando é indicado o decúbito lateral de tórax?

Principalmente para confirmar a presença de pequenas quantidades de líquido pleural (derrame) ou ar livre (pneumotórax) que podem não aparecer numa radiografia PA ou AP convencional.

Para que serve a incidência AP lordótica?

Para projetar as clavículas para fora dos campos pulmonares, permitindo uma visão mais clara dos ápices dos pulmões — área frequentemente encoberta nas incidências PA e AP convencionais.

Aviso: conteúdo educativo, baseado na literatura citada. Protocolos podem variar entre serviços; siga sempre a orientação do médico ou radiologista responsável.

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