Radiografia de tórax em oblíqua posterior (RPO e LPO): técnica

Alternativa às oblíquas anteriores para pacientes que não podem ficar de frente ao receptor, as posições RPO e LPO partem da posição AP com o tronco rodado. Veja como funcionam.

Atualizado em por Equipe Guia do Raio-X | 5 min de leitura

Paciente posicionado para radiografia de tórax em oblíqua posterior

Este artigo faz parte do Guia completo das incidências radiográficas de tórax.

Neste artigo
  1. O que são as incidências oblíquas posteriores?
  2. Como posicionar o paciente?
  3. Onde incide o raio central?
  4. Diferença entre RPO e LPO
  5. Quais são os critérios de avaliação da imagem?
  6. Perguntas frequentes
  7. Referências

Ficha técnica: Radiografia de tórax em oblíqua posterior (RPO e LPO)

Paciente
Rotação de 45° (podendo aumentar até 60°) a partir da posição AP, com o ombro e o quadril do lado de interesse apoiados contra o receptor. Braço mais próximo elevado e apoiado na cabeça; braço oposto no quadril, palma para fora. Olhar para frente.
Receptor
35×43 cm, na vertical.
Raio central
Perpendicular ao receptor, na altura de T7, no ponto médio do tórax rodado.
Distância foco-filme
180 cm, com uso de grade.

Observação: Rotação: 45° (30–60°).

O que são as incidências oblíquas posteriores?

RPO e LPO. Nas incidências oblíquas posteriores — RPO (oblíqua posterior direita) e LPO (oblíqua posterior esquerda) — o paciente fica de costas para o receptor, como na AP, mas com o tronco rodado, apoiando o lado indicado pelo nome contra o bucky.1

Quando são usadas. São a alternativa natural para pacientes que não podem ficar de pé virados de frente para o receptor — por exemplo, pacientes acamados ou com mobilidade reduzida — produzindo um efeito de imagem equivalente ao das oblíquas anteriores, mas partindo da posição AP.1

Como posicionar o paciente?

Rotação do tronco. A partir da posição AP, o paciente roda o tronco cerca de 45° (variando entre 30° e 60°), apoiando o ombro e o quadril do lado de interesse contra o receptor, que fica atrás dele.1

Braços. O braço do lado mais próximo do receptor é posicionado para trás do corpo, e o braço oposto é elevado e apoiado na cabeça, afastando-o do campo pulmonar.1

Onde incide o raio central?

Altura de incidência. O raio central é perpendicular ao receptor e incide na altura de T7, no ponto médio do tórax rodado.1

Técnica. Mantém-se a distância foco-filme de 180 cm, com uso de grade e os mesmos parâmetros de kVp das demais incidências de tórax.1

Diferença entre RPO e LPO

RPO. Na oblíqua posterior direita, o lado direito do tórax fica apoiado contra o receptor. Nas incidências posteriores, a melhor visualização é do lado mais próximo do receptor — o oposto da regra das oblíquas anteriores —, de modo que a RPO produz uma imagem equivalente à obtida na LAO (oblíqua anterior esquerda), com melhor visualização do pulmão direito.1

LPO. Na oblíqua posterior esquerda, é o lado esquerdo que fica apoiado contra o receptor — equivalente à imagem obtida na RAO (oblíqua anterior direita), com melhor visualização do pulmão esquerdo.1

Por que existe a versão posterior. Como a posição do paciente em relação ao tubo e ao receptor é invertida em relação às oblíquas anteriores, a escolha entre a versão anterior e a posterior depende principalmente da mobilidade do paciente, e não da estrutura a ser avaliada.1

Quais são os critérios de avaliação da imagem?

Grau de rotação correto. A imagem deve refletir o grau de rotação solicitado, verificável pela relação entre a coluna vertebral e as bordas das costelas.1

Estruturas livres de sobreposição. As estruturas de interesse — coração, aorta ou área pulmonar — devem aparecer afastadas da sobreposição da coluna vertebral.1

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre oblíqua posterior e oblíqua anterior de tórax?

Na oblíqua anterior, o paciente fica de frente para o receptor; na posterior, de costas. São usadas em situações diferentes — a posterior costuma ser a alternativa para pacientes que não podem ficar de pé virados para o receptor.1

RPO é equivalente a qual incidência anterior?

A RPO produz uma imagem equivalente à LAO (oblíqua anterior esquerda), já que ambas projetam as mesmas estruturas anatômicas de forma semelhante.1

Quando usar a oblíqua posterior em vez da anterior?

Principalmente quando o paciente não consegue ficar de pé virado para o receptor — nesses casos, a versão posterior, feita a partir da posição AP, é mais prática.1

Referências

  1. Lampignano JP, Kendrick LE. Bontrager’s Textbook of Radiographic Positioning and Related Anatomy. 10ª ed. St. Louis: Elsevier; 2021. Cap. 2, Tórax, p. 100.

Aviso: conteúdo educativo, baseado na literatura citada. Protocolos podem variar entre serviços; siga sempre a orientação do médico ou radiologista responsável.

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