Resumo rápido
PacienteRotação de 45° (podendo aumentar até 60°) a partir da posição AP, com o ombro e o quadril do lado de interesse apoiados contra o receptor. Braço mais próximo elevado e apoiado na cabeça; braço oposto no quadril, palma para fora. Olhar para frente.
Raio CentralPerpendicular ao receptor, na altura de T7, no ponto médio do tórax rodado.
Distância Foco-Filme180 cm, com uso de grade.
Receptor35×43 cm, na vertical.
Paciente posicionado para radiografia de tórax em oblíqua posterior

Este guia faz parte do Guia Completo das Incidências de Tórax.

Distância Foco-Filme
180 cm
Receptor
35×43 cm
Rotação
45° (30–60°)
Raio Central
Perpendicular
Nível de T7

01O Que São as Incidências Oblíquas Posteriores


RPO e LPONas incidências oblíquas posteriores — RPO (oblíqua posterior direita) e LPO (oblíqua posterior esquerda) — o paciente fica de costas para o receptor, como na AP, mas com o tronco rodado, apoiando o lado indicado pelo nome contra o bucky.1

Quando são usadasSão a alternativa natural para pacientes que não podem ficar de pé virados de frente para o receptor — por exemplo, pacientes acamados ou com mobilidade reduzida — produzindo um efeito de imagem equivalente ao das oblíquas anteriores, mas partindo da posição AP.1

02Posicionamento do Paciente


Rotação do troncoA partir da posição AP, o paciente roda o tronco cerca de 45° (variando entre 30° e 60°), apoiando o ombro e o quadril do lado de interesse contra o receptor, que fica atrás dele.1

BraçosO braço do lado mais próximo do receptor é posicionado para trás do corpo, e o braço oposto é elevado e apoiado na cabeça, afastando-o do campo pulmonar.1

03Raio Central e Centralização


Altura de incidênciaO raio central é perpendicular ao receptor e incide na altura de T7, no ponto médio do tórax rodado.1

TécnicaMantém-se a distância foco-filme de 180 cm, com uso de grade e os mesmos parâmetros de kVp das demais incidências de tórax.1

04Diferença entre RPO e LPO


RPONa oblíqua posterior direita, o lado direito do tórax fica apoiado contra o receptor. Nas incidências posteriores, a melhor visualização é do lado mais próximo do receptor — o oposto da regra das oblíquas anteriores —, de modo que a RPO produz uma imagem equivalente à obtida na LAO (oblíqua anterior esquerda), com melhor visualização do pulmão direito.1

LPONa oblíqua posterior esquerda, é o lado esquerdo que fica apoiado contra o receptor — equivalente à imagem obtida na RAO (oblíqua anterior direita), com melhor visualização do pulmão esquerdo.1

Por que existe a versão posteriorComo a posição do paciente em relação ao tubo e ao receptor é invertida em relação às oblíquas anteriores, a escolha entre a versão anterior e a posterior depende principalmente da mobilidade do paciente, e não da estrutura a ser avaliada.1

05Critérios de Avaliação da Imagem


Grau de rotação corretoA imagem deve refletir o grau de rotação solicitado, verificável pela relação entre a coluna vertebral e as bordas das costelas.1

Estruturas livres de sobreposiçãoAs estruturas de interesse — coração, aorta ou área pulmonar — devem aparecer afastadas da sobreposição da coluna vertebral.1

06Perguntas Frequentes


Qual a diferença entre oblíqua posterior e oblíqua anterior de tórax?

Na oblíqua anterior, o paciente fica de frente para o receptor; na posterior, de costas. São usadas em situações diferentes — a posterior costuma ser a alternativa para pacientes que não podem ficar de pé virados para o receptor.1

RPO é equivalente a qual incidência anterior?

A RPO produz uma imagem equivalente à LAO (oblíqua anterior esquerda), já que ambas projetam as mesmas estruturas anatômicas de forma semelhante.1

Quando usar a oblíqua posterior em vez da anterior?

Principalmente quando o paciente não consegue ficar de pé virado para o receptor — nesses casos, a versão posterior, feita a partir da posição AP, é mais prática.1