Radiografia de tórax de rotina: PA, perfil e AP portátil

As três incidências mais realizadas no dia a dia da radiologia: PA e Perfil compõem o exame padrão em pé, e a AP portátil substitui essa rotina quando o paciente não consegue se levantar. Veja quando usar cada uma, com link para o guia completo de cada técnica.

Atualizado em por Equipe Guia do Raio-X | 5 min de leitura

Neste artigo
  1. O que é a rotina de tórax?
  2. PA de tórax
  3. Perfil de tórax
  4. AP portátil
  5. Comparativo das incidências
  6. Perguntas frequentes

O que é a rotina de tórax?

PA e Perfil, em pé. Na maioria dos serviços, a radiografia de tórax padrão é feita com duas incidências, quando o paciente consegue ficar em pé: PA (posteroanterior) e Perfil (lateral). Juntas, elas formam o exame de referência para avaliar pulmões, coração e estruturas do mediastino.

AP portátil, quando não é possível ficar em pé. Para pacientes acamados, em estado crítico ou incapazes de se levantar, a incidência AP portátil substitui a rotina em pé, sendo feita com equipamento móvel, muitas vezes diretamente no leito.

PA de tórax

É a incidência de base do exame de tórax em pé: paciente de frente para o receptor, formando — junto com o Perfil — o exame padrão de duas incidências.

  • Raio Central: Perpendicular ao receptor, na altura de T7 — cerca de 18 a 20 cm abaixo da vértebra proeminente (C7), no nível do ângulo inferior da escápula.
  • Distância Foco-Filme: 180 cm — com o receptor encaixado no bucky mural.
Ver guia completo da PA de Tórax

Perfil de tórax

Feita em conjunto com a PA, localiza lesões em profundidade e mostra áreas encobertas pelo coração e pela coluna na incidência frontal.

  • Raio Central: Perpendicular ao receptor, na altura de T7, na linha axilar média, ao nível do ângulo inferior da escápula.
  • Distância Foco-Filme: 180 cm, com uso de grade.
Ver guia completo do Perfil de Tórax

AP portátil

Versão da rotina usada quando o paciente não consegue ficar em pé — feita deitado ou semi-ereto, com frequência à beira do leito, com equipamento portátil.

  • Raio Central: Angulado cerca de 5° no sentido caudal, perpendicular ao longo eixo do esterno, incidindo na altura de T7 — de 8 a 10 cm abaixo da fúrcula esternal.
  • Distância Foco-Filme: 180 cm no mínimo, quando semi-ereto e a estrutura do leito permitir.
Ver guia completo da AP Portátil

Comparativo das incidências

IncidênciaQuando usarRaio centralDFF
PAPaciente consegue ficar em pé (rotina)T7, perpendicular180 cm
PerfilSempre em conjunto com a PAT7, linha axilar média180 cm
AP PortátilPaciente não consegue ficar em péT7, angulado ~5° caudal180 cm (mín., quando possível)

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre PA e AP de tórax?

Na PA, o paciente fica em pé e de frente para o receptor. Na AP, geralmente deitado ou semi-ereto, com as costas voltadas para o receptor. A AP costuma ser usada quando o paciente não consegue ficar em pé por conta do quadro clínico.

Por que a rotina de tórax tem duas incidências (PA e Perfil)?

Porque a PA sozinha não permite localizar lesões em profundidade nem avaliar áreas encobertas pelo coração e pela coluna vertebral — a incidência em perfil complementa essa limitação.

A AP portátil é igual à PA, só que deitada?

Não. Além da posição do paciente, a AP portátil tem diferenças técnicas em relação à PA — como a distância foco-filme, que costuma ser menor quando o ambiente não permite os 180 cm padrão, e a angulação do raio central.

Aviso: conteúdo educativo, baseado na literatura citada. Protocolos podem variar entre serviços; siga sempre a orientação do médico ou radiologista responsável.

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