Radiografia de tórax de rotina: PA, perfil e AP portátil
As três incidências mais realizadas no dia a dia da radiologia: PA e Perfil compõem o exame padrão em pé, e a AP portátil substitui essa rotina quando o paciente não consegue se levantar. Veja quando usar cada uma, com link para o guia completo de cada técnica.
Neste artigo
O que é a rotina de tórax?
PA e Perfil, em pé. Na maioria dos serviços, a radiografia de tórax padrão é feita com duas incidências, quando o paciente consegue ficar em pé: PA (posteroanterior) e Perfil (lateral). Juntas, elas formam o exame de referência para avaliar pulmões, coração e estruturas do mediastino.
AP portátil, quando não é possível ficar em pé. Para pacientes acamados, em estado crítico ou incapazes de se levantar, a incidência AP portátil substitui a rotina em pé, sendo feita com equipamento móvel, muitas vezes diretamente no leito.
PA de tórax
É a incidência de base do exame de tórax em pé: paciente de frente para o receptor, formando — junto com o Perfil — o exame padrão de duas incidências.
- Raio Central: Perpendicular ao receptor, na altura de T7 — cerca de 18 a 20 cm abaixo da vértebra proeminente (C7), no nível do ângulo inferior da escápula.
- Distância Foco-Filme: 180 cm — com o receptor encaixado no bucky mural.
Perfil de tórax
Feita em conjunto com a PA, localiza lesões em profundidade e mostra áreas encobertas pelo coração e pela coluna na incidência frontal.
- Raio Central: Perpendicular ao receptor, na altura de T7, na linha axilar média, ao nível do ângulo inferior da escápula.
- Distância Foco-Filme: 180 cm, com uso de grade.
AP portátil
Versão da rotina usada quando o paciente não consegue ficar em pé — feita deitado ou semi-ereto, com frequência à beira do leito, com equipamento portátil.
- Raio Central: Angulado cerca de 5° no sentido caudal, perpendicular ao longo eixo do esterno, incidindo na altura de T7 — de 8 a 10 cm abaixo da fúrcula esternal.
- Distância Foco-Filme: 180 cm no mínimo, quando semi-ereto e a estrutura do leito permitir.
Comparativo das incidências
| Incidência | Quando usar | Raio central | DFF |
|---|---|---|---|
| PA | Paciente consegue ficar em pé (rotina) | T7, perpendicular | 180 cm |
| Perfil | Sempre em conjunto com a PA | T7, linha axilar média | 180 cm |
| AP Portátil | Paciente não consegue ficar em pé | T7, angulado ~5° caudal | 180 cm (mín., quando possível) |
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre PA e AP de tórax?
Na PA, o paciente fica em pé e de frente para o receptor. Na AP, geralmente deitado ou semi-ereto, com as costas voltadas para o receptor. A AP costuma ser usada quando o paciente não consegue ficar em pé por conta do quadro clínico.
Por que a rotina de tórax tem duas incidências (PA e Perfil)?
Porque a PA sozinha não permite localizar lesões em profundidade nem avaliar áreas encobertas pelo coração e pela coluna vertebral — a incidência em perfil complementa essa limitação.
A AP portátil é igual à PA, só que deitada?
Não. Além da posição do paciente, a AP portátil tem diferenças técnicas em relação à PA — como a distância foco-filme, que costuma ser menor quando o ambiente não permite os 180 cm padrão, e a angulação do raio central.
Aviso: conteúdo educativo, baseado na literatura citada. Protocolos podem variar entre serviços; siga sempre a orientação do médico ou radiologista responsável.