01Visão Geral das Incidências de Tórax


RotinaA rotina de tórax é composta pela PA e pelo Perfil, feitas com o paciente em pé, ou pela AP portátil, usada quando ele não consegue se levantar.

Incidências especiaisAs demais incidências — oblíquas, decúbito lateral e AP lordótica — são usadas em situações clínicas específicas, como avaliar estruturas encobertas nas incidências de rotina, detectar líquido ou ar livre na cavidade pleural, ou liberar os ápices pulmonares da sobreposição das clavículas.

02PA de Tórax


Incidência de base do exame em pé, feita com o paciente de frente para o receptor. Compõe, junto com o Perfil, a rotina padrão de duas incidências.

Raio CentralPerpendicular ao receptor, na altura de T7 — cerca de 18 a 20 cm abaixo da vértebra proeminente (C7), no nível do ângulo inferior da escápula.
Distância Foco-Filme180 cm — com o receptor encaixado no bucky mural.

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03Perfil de Tórax


Feita em conjunto com a PA, localiza lesões em profundidade e mostra áreas encobertas pelo coração e pela coluna na incidência frontal.

Raio CentralPerpendicular ao receptor, na altura de T7, na linha axilar média, ao nível do ângulo inferior da escápula.
Distância Foco-Filme180 cm, com uso de grade.

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04AP Portátil


Substitui a rotina em pé quando o paciente não consegue se levantar — feita deitado ou semi-ereto, com frequência à beira do leito.

Raio CentralAngulado cerca de 5° no sentido caudal, perpendicular ao longo eixo do esterno, incidindo na altura de T7 — de 8 a 10 cm abaixo da fúrcula esternal.
Distância Foco-Filme180 cm no mínimo, quando semi-ereto e a estrutura do leito permitir.

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05Oblíqua Anterior (RAO e LAO)


Rodando o paciente a partir da posição PA, libera estruturas do coração, da aorta e dos pulmões da sobreposição da coluna e do mediastino.

Raio CentralPerpendicular ao receptor, na altura de T7 — cerca de 18 a 20 cm abaixo da vértebra proeminente (C7) —, centralizado entre o plano mediossagital e a margem lateral do tórax rodado.
Distância Foco-Filme180 cm, com uso de grade.

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06Oblíqua Posterior (RPO e LPO)


Alternativa às oblíquas anteriores para pacientes que não podem ficar de frente ao receptor — parte da posição AP com o tronco rodado.

Raio CentralPerpendicular ao receptor, na altura de T7, no ponto médio do tórax rodado.
Distância Foco-Filme180 cm, com uso de grade.

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07Decúbito Lateral


Usada para detectar pequenas quantidades de líquido pleural ou ar livre na cavidade pleural, com feixe horizontal e tempo de espera antes da exposição.

Raio CentralHorizontal, perpendicular ao receptor, na altura de T7 — cerca de 8 a 10 cm abaixo da fúrcula esternal.
Distância Foco-Filme180 cm, com uso de grade.

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08AP Lordótica


Usada para liberar os ápices pulmonares da sobreposição das clavículas, com o paciente inclinando o tronco para trás.

Raio CentralPerpendicular ao receptor, no ponto médio do esterno — cerca de 9 cm abaixo da fúrcula esternal.
Distância Foco-Filme180 cm, com uso de grade.

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09Comparativo das Incidências


IncidênciaQuando usarRaio central
PARotina, paciente em péT7, perpendicular
PerfilSempre em conjunto com a PAT7, linha axilar média
AP PortátilPaciente não consegue ficar em péT7, angulado ~5° caudal
Oblíqua AnteriorAvaliar coração, aorta e áreas encobertas na PAT7, perpendicular
Oblíqua PosteriorSubstitui a oblíqua anterior quando o paciente não pode ficar de frente ao receptorT7, perpendicular
Decúbito LateralSuspeita de derrame pleural ou pneumotórax pequenoT7, feixe horizontal
AP LordóticaAvaliar ápices pulmonares encobertos pelas clavículasMeio do esterno, perpendicular

10Perguntas Frequentes


Quantas incidências de tórax existem?

Além da rotina (PA, Perfil e AP portátil), há incidências especiais para situações clínicas específicas: oblíqua anterior, oblíqua posterior, decúbito lateral e AP lordótica — 7 incidências no total, cobertas neste guia.

Qual a diferença entre oblíqua anterior e oblíqua posterior?

Na oblíqua anterior, o paciente fica de frente para o receptor; na oblíqua posterior, de costas. A posterior é usada como alternativa quando o paciente não consegue ficar de frente para o receptor, como em pacientes acamados.

Quando é indicado o decúbito lateral de tórax?

Principalmente para confirmar a presença de pequenas quantidades de líquido pleural (derrame) ou ar livre (pneumotórax) que podem não aparecer numa radiografia PA ou AP convencional.

Para que serve a incidência AP lordótica?

Para projetar as clavículas para fora dos campos pulmonares, permitindo uma visão mais clara dos ápices dos pulmões — área frequentemente encoberta nas incidências PA e AP convencionais.