Radiografia de tornozelo AP: posicionamento, raio central e critérios
A AP de tornozelo é a incidência de base do exame do tornozelo. Veja como posicionar a perna, onde centralizar o raio e o que muda em relação à AP mortise.
Neste artigo
Ficha técnica: Radiografia de tornozelo AP
- Paciente
- Deitado ou sentado na mesa, perna estendida, apoio sob o joelho. Sem rotação da perna, com o eixo do pé na vertical.
- Receptor
- 24×30 cm na vertical, sem grade, com a perna e o tornozelo paralelos à borda do receptor.
- Raio central
- Perpendicular ao receptor, no ponto médio entre os maléolos.
- Distância foco-filme
- 100 cm.
Observação: Inclua a metade proximal dos metatarsos, a tíbia e a fíbula distais e os tecidos moles. Na AP verdadeira, a parte medial da articulação aparece aberta e a lateral, fechada.
O que é a radiografia de tornozelo AP?
A incidência. Na AP de tornozelo, o feixe entra pela frente da perna e sai por trás, onde fica o receptor. É a incidência de rotina do tornozelo, junto com a oblíqua de 45° e o perfil de tornozelo. A AP mortise é um complemento.1
O que mostra. O terço distal da tíbia e da fíbula, os maléolos medial e lateral, o tálus e a metade proximal dos metatarsos.1
Como posicionar o paciente?
Paciente. Deitado ou sentado na mesa, com a perna estendida e um apoio sob o joelho.1
Alinhamento. Centralize e alinhe a perna e a articulação do tornozelo paralelas à borda do receptor de 24×30 cm, na vertical.1
AP verdadeira. Confira se a perna não está girada: o eixo longo do pé fica na vertical, paralelo ao raio central.1
Onde incide o raio central?
Ponto de entrada. O raio central é perpendicular ao receptor e entra no ponto médio entre os maléolos.1
Quais são os fatores técnicos?
Distância e grade. Distância foco-filme de 100 cm, sem grade.1
Colimação. Colime nos quatro lados, incluindo a metade proximal dos metatarsos, a tíbia e a fíbula distais e as margens dos tecidos moles.1
AP ou AP mortise?
AP. Na AP verdadeira, a parte medial da articulação do tornozelo aparece aberta, e a lateral, fechada.1
AP mortise. Com a perna e o pé girados de 15° a 20° para dentro, até a linha entre os maléolos ficar paralela ao receptor, as duas partes da articulação se abrem e os maléolos aparecem em perfil. O raio central continua no ponto médio entre os maléolos.1
Uma não substitui a outra. A mortise mostra a articulação inteira de frente, mas não substitui a AP nem a oblíqua de 45° da rotina. Ela também pode mostrar a base do 5º metatarso, um local comum de fratura.1
Quais são os critérios de avaliação da imagem?
Uma boa AP de tornozelo deve mostrar:1
- Estruturas incluídas: terço distal da tíbia e da fíbula, maléolos, tálus e metade proximal dos metatarsos.
- Sem rotação: a parte medial da articulação aberta e a lateral fechada.
- Exposição adequada: a fíbula distal aparece de leve através do tálus, sem movimento.
- Nitidez: tecidos moles, margens ósseas e trabeculado bem definidos.
Perguntas frequentes
Onde incide o raio central na radiografia de tornozelo AP?
Perpendicular ao receptor, no ponto médio entre o maléolo medial e o lateral.1
Qual a diferença entre a AP e a AP mortise do tornozelo?
Na AP verdadeira, a parte medial da articulação (mortise) aparece aberta e a lateral fica fechada. A AP mortise é feita com a perna e o pé girados de 15° a 20° para dentro, até a linha entre os maléolos ficar paralela ao receptor. Assim as duas partes da articulação se abrem e os maléolos aparecem em perfil.1
A radiografia de tornozelo AP precisa de grade?
Não. O tornozelo é feito sem grade, a 100 cm.1
Referências
- Lampignano JP, Kendrick LE. Bontrager’s Handbook of Radiographic Positioning and Techniques. 11ª ed. St. Louis: Elsevier; 2025. Cap. 4, Membro inferior, p. 114, 131, 132 e 134.
Aviso: conteúdo educativo, baseado na literatura citada. Protocolos podem variar entre serviços; siga sempre a orientação do médico ou radiologista responsável.