Radiografia de tornozelo AP: posicionamento, raio central e critérios

A AP de tornozelo é a incidência de base do exame do tornozelo. Veja como posicionar a perna, onde centralizar o raio e o que muda em relação à AP mortise.

Publicado em por Equipe Guia do Raio-X | 5 min de leitura

Neste artigo
  1. O que é a radiografia de tornozelo AP?
  2. Como posicionar o paciente?
  3. Onde incide o raio central?
  4. Quais são os fatores técnicos?
  5. AP ou AP mortise?
  6. Quais são os critérios de avaliação da imagem?
  7. Perguntas frequentes
  8. Referências

Ficha técnica: Radiografia de tornozelo AP

Paciente
Deitado ou sentado na mesa, perna estendida, apoio sob o joelho. Sem rotação da perna, com o eixo do pé na vertical.
Receptor
24×30 cm na vertical, sem grade, com a perna e o tornozelo paralelos à borda do receptor.
Raio central
Perpendicular ao receptor, no ponto médio entre os maléolos.

Observação: Inclua a metade proximal dos metatarsos, a tíbia e a fíbula distais e os tecidos moles. Na AP verdadeira, a parte medial da articulação aparece aberta e a lateral, fechada.

O que é a radiografia de tornozelo AP?

A incidência. Na AP de tornozelo, o feixe entra pela frente da perna e sai por trás, onde fica o receptor. É a incidência de rotina do tornozelo, junto com a oblíqua de 45° e o perfil de tornozelo. A AP mortise é um complemento.1

O que mostra. O terço distal da tíbia e da fíbula, os maléolos medial e lateral, o tálus e a metade proximal dos metatarsos.1

Como posicionar o paciente?

Paciente. Deitado ou sentado na mesa, com a perna estendida e um apoio sob o joelho.1

Alinhamento. Centralize e alinhe a perna e a articulação do tornozelo paralelas à borda do receptor de 24×30 cm, na vertical.1

AP verdadeira. Confira se a perna não está girada: o eixo longo do pé fica na vertical, paralelo ao raio central.1

Onde incide o raio central?

Ponto de entrada. O raio central é perpendicular ao receptor e entra no ponto médio entre os maléolos.1

Quais são os fatores técnicos?

Distância e grade. Distância foco-filme de 100 cm, sem grade.1

Colimação. Colime nos quatro lados, incluindo a metade proximal dos metatarsos, a tíbia e a fíbula distais e as margens dos tecidos moles.1

AP ou AP mortise?

AP. Na AP verdadeira, a parte medial da articulação do tornozelo aparece aberta, e a lateral, fechada.1

AP mortise. Com a perna e o pé girados de 15° a 20° para dentro, até a linha entre os maléolos ficar paralela ao receptor, as duas partes da articulação se abrem e os maléolos aparecem em perfil. O raio central continua no ponto médio entre os maléolos.1

Uma não substitui a outra. A mortise mostra a articulação inteira de frente, mas não substitui a AP nem a oblíqua de 45° da rotina. Ela também pode mostrar a base do 5º metatarso, um local comum de fratura.1

Quais são os critérios de avaliação da imagem?

Uma boa AP de tornozelo deve mostrar:1

  • Estruturas incluídas: terço distal da tíbia e da fíbula, maléolos, tálus e metade proximal dos metatarsos.
  • Sem rotação: a parte medial da articulação aberta e a lateral fechada.
  • Exposição adequada: a fíbula distal aparece de leve através do tálus, sem movimento.
  • Nitidez: tecidos moles, margens ósseas e trabeculado bem definidos.

Perguntas frequentes

Onde incide o raio central na radiografia de tornozelo AP?

Perpendicular ao receptor, no ponto médio entre o maléolo medial e o lateral.1

Qual a diferença entre a AP e a AP mortise do tornozelo?

Na AP verdadeira, a parte medial da articulação (mortise) aparece aberta e a lateral fica fechada. A AP mortise é feita com a perna e o pé girados de 15° a 20° para dentro, até a linha entre os maléolos ficar paralela ao receptor. Assim as duas partes da articulação se abrem e os maléolos aparecem em perfil.1

A radiografia de tornozelo AP precisa de grade?

Não. O tornozelo é feito sem grade, a 100 cm.1

Referências

  1. Lampignano JP, Kendrick LE. Bontrager’s Handbook of Radiographic Positioning and Techniques. 11ª ed. St. Louis: Elsevier; 2025. Cap. 4, Membro inferior, p. 114, 131, 132 e 134.

Aviso: conteúdo educativo, baseado na literatura citada. Protocolos podem variar entre serviços; siga sempre a orientação do médico ou radiologista responsável.

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