Radiografia de joelho em perfil: posicionamento, raio central e critérios

O perfil de joelho mostra a patela de lado e a articulação entre ela e o fêmur. Veja quanto fletir o joelho, por que angular o raio para a cabeça e como conferir a imagem.

Publicado em por Equipe Guia do Raio-X | 5 min de leitura

Neste artigo
  1. O que é a radiografia de joelho em perfil?
  2. Como posicionar o paciente?
  3. Onde incide o raio central?
  4. Quais são os fatores técnicos?
  5. Quais são os critérios de avaliação da imagem?
  6. Perguntas frequentes
  7. Referências

Ficha técnica: Radiografia de joelho em perfil

Paciente
Deitado sobre o lado examinado, joelho fletido de 20° a 30°, a outra perna para trás. Apoio sob o tornozelo se preciso.
Receptor
18×24 cm ou 24×30 cm na vertical. Grade se o joelho tiver mais de 10 cm.
Raio central
5° a 7° cefálico, centralizado cerca de 2,5 cm abaixo do epicôndilo medial.

Observação: Sem condições de fletir o joelho (dor, trauma), faça o perfil com feixe horizontal e o receptor ao lado do joelho.

O que é a radiografia de joelho em perfil?

A incidência. O perfil de joelho costuma ser mediolateral: o paciente deita sobre o lado examinado, e o feixe entra pelo lado de dentro do joelho. Faz parte da rotina, junto com a AP de joelho e as oblíquas.1

O que mostra. O fêmur distal, a tíbia e a fíbula proximais e a patela de lado, com a articulação do joelho e a articulação entre a patela e o fêmur abertas.1

Como posicionar o paciente?

Paciente. Se o paciente consegue fletir o joelho de 20° a 30°, deite-o sobre o lado examinado, centralizado no raio central e na linha média da mesa ou do receptor.1

Outra perna. Coloque a perna e o joelho do outro lado para trás, para o corpo não girar demais.1

Perfil verdadeiro. Coloque um apoio sob o tornozelo e o pé, se precisar, e ajuste a rotação do corpo até o joelho ficar em perfil verdadeiro.1

Trauma. Se o paciente não consegue fletir o joelho por dor ou trauma, faça o perfil com feixe horizontal e o receptor ao lado do joelho.1

Onde incide o raio central?

Angulação. Angule o raio central de 5° a 7° para a cabeça. Se a perna puder ser elevada até o plano da coxa, o raio pode ficar perpendicular.1

Ponto de entrada. Centralize cerca de 2,5 cm abaixo do epicôndilo medial.1

Quais são os fatores técnicos?

Distância e grade. Distância foco-filme de 100 cm, com receptor de 18×24 cm ou 24×30 cm na vertical. Use grade se o joelho tiver mais de 10 cm de espessura.1

Colimação. Colime nos quatro lados até a área de interesse, incluindo as margens de tecido mole.1

Quais são os critérios de avaliação da imagem?

Um bom perfil de joelho deve mostrar:1

  • Estruturas incluídas: fêmur distal, tíbia e fíbula proximais e patela de lado.
  • Perfil verdadeiro: côndilos do fêmur sobrepostos, sem rotação.
  • Patela em perfil e articulação entre a patela e o fêmur aberta.
  • Articulação do joelho aberta.
  • Tecidos moles: coxins de gordura visíveis, com trabeculado ósseo nítido e sem movimento.

Perguntas frequentes

Por que angular o raio 5° a 7° para a cabeça no perfil de joelho?

Com o paciente deitado de lado, a perna fica mais baixa que a coxa. A angulação cefálica compensa essa inclinação e sobrepõe os côndilos do fêmur. Se a perna puder ser elevada até o plano da coxa, o raio pode ser perpendicular.1

Quanto fletir o joelho no perfil?

De 20° a 30°.1

Como fazer o perfil de joelho em paciente com trauma?

Se o paciente não consegue fletir o joelho por dor ou trauma, use feixe horizontal, com o receptor ao lado do joelho.1

Referências

  1. Lampignano JP, Kendrick LE. Bontrager’s Handbook of Radiographic Positioning and Techniques. 11ª ed. St. Louis: Elsevier; 2025. Cap. 4, Membro inferior, p. 114, 144–145.

Aviso: conteúdo educativo, baseado na literatura citada. Protocolos podem variar entre serviços; siga sempre a orientação do médico ou radiologista responsável.

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