Resumo rápido
PerfilEm pé ou sentado, perfil verdadeiro, queixo elevado e pescoço estendido. Raio central perpendicular, na altura de C6–C7 (ponto médio entre a cartilagem tireoide e a fúrcula esternal).
APDe costas para o receptor, queixo erguido com a linha acantomeatal perpendicular ao receptor. Raio central na altura de T1–T2, cerca de 2,5 cm acima da fúrcula esternal.
Distância Foco-Filme100 a 180 cm, conforme o equipamento.
Receptor24×30 cm, com técnica de tecidos moles (kVp 75–85) e uso de grade.
Paciente posicionado para radiografia de vias aéreas superiores em perfil
Distância Foco-Filme
100–180 cm
Receptor
24×30 cm
kVp
75–85 (tecidos moles)
Raio Central
Perpendicular
C6–C7 (perfil) / T1–T2 (AP)

01O Que É a Radiografia de Vias Aéreas Superiores


ObjetivoEsse exame avalia estruturas como a epiglote, a laringe, a traqueia, a região da tireoide e do timo e o esôfago superior, sendo usado na investigação de obstruções, corpo estranho radiopaco (ou uso de meio de contraste) e no diagnóstico de epiglotite — uma inflamação que pode ser potencialmente fatal em crianças pequenas.1

Diferença em relação ao tóraxAo contrário da radiografia de tórax, que usa alto kVp para atravessar estruturas densas, o exame de vias aéreas superiores usa uma técnica de tecidos moles, com kVp mais baixo, para diferenciar estruturas com densidades muito próximas, como a mucosa e a cartilagem.1

02Incidência em Perfil


PosicionamentoO paciente fica em pé ou sentado, em perfil verdadeiro, com o plano mediossagital paralelo ao receptor, o queixo elevado e o pescoço estendido, sem sobrepor a mandíbula à via aérea.1

OmbrosOs ombros são rotacionados posteriormente, com os braços relaxados ao lado do corpo e as mãos entrelaçadas atrás das costas — essa manobra os puxa para trás e para baixo, evitando que se sobreponham à base da traqueia.1

RespiraçãoA exposição é feita durante uma inspiração lenta e profunda, o que distende a via aérea e melhora a visualização.1

Raio centralO raio central é perpendicular ao receptor, incidindo na altura de C6–C7, no ponto médio entre a cartilagem tireoide (proeminência laríngea) e a fúrcula esternal.1

03Incidência AP


PosicionamentoO paciente fica de costas para o receptor, com a parte posterior da cabeça e dos ombros encostada nele, o plano mediossagital alinhado ao centro do receptor e à grade, e o queixo erguido de forma que a linha acantomeatal fique perpendicular ao receptor.1

Raio centralDiferente do perfil, o raio central nessa incidência é mais baixo, na altura de T1–T2, cerca de 2,5 cm acima da fúrcula esternal (incisura jugular), garantindo que a laringe e a traqueia superior estejam incluídas.1

Complemento ao perfilA incidência AP complementa o perfil ao mostrar a simetria da via aérea nos dois lados, o que ajuda a identificar desvios ou estreitamentos assimétricos que não aparecem claramente numa imagem lateral.1

04Técnica de Tecidos Moles


kVp reduzidoUsa-se um kVp mais baixo do que no tórax — geralmente entre 75 e 85 — para aumentar o contraste entre os tecidos moles do pescoço, mantendo o uso de grade, como nas demais incidências deste exame.1

ColimaçãoO campo é colimado para incluir desde a nasofaringe até a região da traqueia superior, cobrindo toda a extensão da via aérea de interesse.1

05Critérios de Avaliação da Imagem


Via aérea distendidaA coluna de ar da faringe, laringe e traqueia deve aparecer bem distendida e visível, sinal de que a inspiração foi feita corretamente durante a exposição.1

Sem sobreposiçãoNo perfil, a mandíbula e os ombros não devem se sobrepor à via aérea; na AP, os dois lados do pescoço devem estar simétricos, sem rotação, com as articulações esternoclaviculares aparecendo simétricas.1

ExposiçãoTécnica de tecidos moles adequada: a laringe e a traqueia preenchidas por ar não devem estar superexpostas, e a coluna cervical deve aparecer discretamente subexposta, com contraste suficiente para diferenciar as estruturas de tecido mole.1

06Perguntas Frequentes


Para que serve a radiografia de vias aéreas superiores?

Para avaliar a faringe, a laringe e a traqueia na investigação de obstruções, corpos estranhos, inchaço da epiglote e outras condições que afetam a respiração pela via aérea superior.1

Por que essa radiografia usa kVp mais baixo que a de tórax?

Porque a técnica de tecidos moles, com kVp entre 75 e 85, aumenta o contraste entre estruturas de densidades próximas, como a mucosa e a cartilagem, o que não seria possível com o kVp mais alto usado no tórax.1

Por que fazer a incidência AP além do perfil?

A AP mostra a simetria da via aérea entre os dois lados, ajudando a identificar desvios ou estreitamentos assimétricos que não ficam claros numa imagem apenas em perfil.1