Radiografia de joelho AP: posicionamento, angulação do raio e critérios

Na AP de joelho, a angulação do raio central depende do porte do paciente. Veja como medir, como posicionar a perna e como saber se a articulação ficou aberta na imagem.

Publicado em por Equipe Guia do Raio-X | 6 min de leitura

Neste artigo
  1. O que é a radiografia de joelho AP?
  2. Como posicionar o paciente?
  3. Onde incide o raio central e qual a angulação?
  4. Quais são os fatores técnicos?
  5. Quais são os critérios de avaliação da imagem?
  6. Perguntas frequentes
  7. Referências

Ficha técnica: Radiografia de joelho AP

Paciente
Deitado ou sentado, perna estendida e centralizada. Rotação interna de 3° a 5°, até a linha entre os epicôndilos ficar paralela ao receptor.
Receptor
24×30 cm na vertical. Grade se o joelho tiver mais de 10 cm de espessura.
Raio central
1,25 cm abaixo do ápice da patela, paralelo ao platô tibial. Angulação conforme a distância da EIAS à mesa (5° caudal, 0° ou 5° cefálico).

Observação: Meça a distância da espinha ilíaca anterossuperior (EIAS) à mesa: até 19 cm, 5° caudal; de 19 a 24 cm, raio perpendicular; mais de 24 cm, 5° cefálico.

O que é a radiografia de joelho AP?

A incidência. Na AP de joelho, o feixe entra pela frente do joelho e sai por trás, onde fica o receptor. É a incidência de rotina do joelho, junto com as oblíquas e o perfil de joelho.1

O objetivo. Mostrar o espaço articular entre o fêmur e a tíbia aberto, com os côndilos simétricos.1

Como posicionar o paciente?

Paciente. Deitado ou sentado na mesa, com a perna estendida e centralizada no raio central e na linha média da mesa ou do receptor.1

Rotação interna. Gire a perna de 3° a 5° para dentro, até a linha entre os epicôndilos ficar paralela ao receptor. Essa pequena rotação é o que garante uma AP verdadeira.1

Receptor. Use o receptor de 24×30 cm na vertical, alinhado e centralizado no raio central.1

Onde incide o raio central e qual a angulação?

Ponto de entrada. O raio central entra 1,25 cm abaixo do ápice da patela.1

Angulação. O raio deve ficar paralelo às facetas articulares da tíbia (o platô tibial). A angulação depende da distância entre a espinha ilíaca anterossuperior (EIAS) e a mesa:1

Distância da EIAS à mesaAngulação do raio central
Menos de 19 cm5° caudal (para os pés)
De 19 a 24 cm0°, perpendicular ao receptor
Mais de 24 cm5° cefálico (para a cabeça)

Na maioria dos pacientes de porte médio, o raio fica perpendicular ao receptor.1

Quais são os fatores técnicos?

Distância e grade. Distância foco-filme de 100 cm. Use grade se o joelho tiver mais de 10 cm de espessura. Nos sistemas digitais sem cassete, a grade costuma ficar no lugar mesmo para partes menores; nesse caso, centralize o raio na grade. A grade virtual, por software, pode dispensar a física.1

Colimação. Colime nos quatro lados até a área de interesse, incluindo as margens de tecido mole.1

Quais são os critérios de avaliação da imagem?

Uma boa AP de joelho deve mostrar:1

  • Espaço articular aberto entre o fêmur e a tíbia.
  • Sem rotação: côndilos do fêmur e da tíbia simétricos.
  • Fíbula: a metade medial da cabeça da fíbula sobreposta pela tíbia.
  • Eminência intercondilar visível.
  • Exposição adequada: o contorno da patela aparece através do fêmur distal, sem movimento.
  • Nitidez: tecidos moles e trabeculado ósseo bem definidos.

Perguntas frequentes

Como saber a angulação do raio central na AP de joelho?

Meça a distância entre a espinha ilíaca anterossuperior e a mesa. Até 19 cm, angule 5° para os pés; de 19 a 24 cm, deixe o raio perpendicular; acima de 24 cm, angule 5° para a cabeça. O objetivo é deixar o raio paralelo ao platô tibial.1

Onde centralizar o raio na AP de joelho?

1,25 cm abaixo do ápice (ponta inferior) da patela.1

Por que girar a perna para dentro na AP de joelho?

Uma rotação interna de 3° a 5° deixa a linha entre os epicôndilos paralela ao receptor, o que resulta numa AP verdadeira, com os côndilos simétricos.1

A AP de joelho usa grade?

Quando o joelho tem mais de 10 cm de espessura. Nos sistemas digitais sem cassete, a grade costuma ficar no lugar mesmo em partes menores, com o raio centralizado nela.1

Referências

  1. Lampignano JP, Kendrick LE. Bontrager’s Handbook of Radiographic Positioning and Techniques. 11ª ed. St. Louis: Elsevier; 2025. Cap. 4, Membro inferior, p. 114, 141 e 143.

Aviso: conteúdo educativo, baseado na literatura citada. Protocolos podem variar entre serviços; siga sempre a orientação do médico ou radiologista responsável.

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