Radiografia dos seios da face em Waters: posicionamento e critérios

A incidência de Waters é a principal para ver os seios maxilares. Ela exige o paciente sentado e o feixe horizontal, para mostrar níveis de líquido. Veja o posicionamento, as linhas do crânio e os critérios.

Publicado em por Equipe Guia do Raio-X | 5 min de leitura

Neste artigo
  1. O que é a incidência de Waters?
  2. Como posicionar o paciente?
  3. Onde incide o raio central?
  4. Quais são os fatores técnicos?
  5. Quais são os critérios de avaliação da imagem?
  6. Perguntas frequentes
  7. Referências

Ficha técnica: Radiografia dos seios da face em Waters

Paciente
Sentado, queixo e nariz encostados no bucky vertical. Linha mento-meatal perpendicular ao receptor (a órbito-meatal fica a 37°). Plano mediossagital perpendicular, sem rotação.
Receptor
18×24 cm ou 24×30 cm na vertical, com grade.
Raio central
Horizontal, perpendicular ao receptor, saindo no acântio (base do nariz).

Observação: Retire tudo que for de metal ou plástico da cabeça e do pescoço. Controle automático de exposição não recomendado. Respiração suspensa.

O que é a incidência de Waters?

A incidência. A incidência de Waters, ou parietoacantial, é feita com o paciente sentado de frente para o receptor e a cabeça inclinada para trás. É uma das incidências de rotina dos seios paranasais.1

O que mostra. Os seios maxilares, sem sobreposição. Com a variação de boca aberta, mostra também o seio esfenoidal através da boca.1

Por que sentado. A incidência exige o paciente ereto e o feixe horizontal, para mostrar níveis de ar e líquido dentro dos seios.1

Como posicionar o paciente?

Preparo. Retire tudo que for de metal ou plástico da cabeça e do pescoço: brincos, grampos, óculos, próteses removíveis.1

Paciente. Sentado, com o queixo e o nariz encostados na superfície do bucky vertical.1

Linha mento-meatal. Ajuste a cabeça até a linha mento-meatal, que vai do queixo ao meato acústico externo, ficar perpendicular ao receptor. Nessa posição, a linha órbito-meatal forma um ângulo de 37° com o receptor.1

Sem rotação. O plano mediossagital fica perpendicular ao receptor, sem rotação nem inclinação da cabeça.1

Boca aberta (opcional). Para ver o seio esfenoidal, peça para o paciente abrir bem a boca, sem mexer a cabeça.1

Onde incide o raio central?

Ponto de saída. O raio central é horizontal, perpendicular ao receptor, e sai no acântio, o ponto na base do nariz, logo acima do lábio superior. Centralize o receptor no raio.1

Quais são os fatores técnicos?

Distância e grade. Distância foco-filme de 100 cm, com grade e receptor de 18×24 cm ou 24×30 cm na vertical.1

Exposição. O controle automático de exposição não é recomendado nessa incidência.1

Colimação e respiração. Colime nos quatro lados, incluindo as margens de tecido mole, e peça para o paciente prender a respiração durante a exposição.1

Quais são os critérios de avaliação da imagem?

Uma boa Waters deve mostrar:1

  • Seios maxilares sem obstrução.
  • Cristas petrosas logo abaixo do assoalho dos seios maxilares, sinal de que a inclinação da cabeça estava correta.
  • Sem rotação: a distância entre as órbitas e a borda lateral do crânio igual dos dois lados.
  • Na boca aberta: o seio esfenoidal visível através da boca.
  • Nitidez: margens ósseas nítidas, com detalhe dos tecidos moles, sem movimento.

Erros mais comuns. No crânio e na face, os erros mais frequentes são rotação, inclinação da cabeça, flexão ou extensão excessiva do pescoço e angulação errada do raio.1 Na Waters, se as cristas petrosas cobrem os seios maxilares, a cabeça estava pouco inclinada para trás.

Perguntas frequentes

Para que serve a incidência de Waters?

É a incidência que melhor mostra os seios maxilares, sem sobreposição. Com a boca aberta, mostra também o seio esfenoidal através da boca.1

Por que a incidência de Waters é feita com o paciente sentado?

Para mostrar níveis de ar e líquido dentro dos seios. Eles só aparecem com o paciente ereto e o feixe horizontal.1

Qual linha do crânio usar na incidência de Waters?

A linha mento-meatal (do queixo ao meato acústico externo) fica perpendicular ao receptor. Com isso, a linha órbito-meatal forma um ângulo de 37° com o receptor.1

Como saber se a Waters ficou correta?

As cristas petrosas aparecem logo abaixo do assoalho dos seios maxilares, e a distância entre as órbitas e a borda lateral do crânio é igual dos dois lados.1

Referências

  1. Lampignano JP, Kendrick LE. Bontrager’s Handbook of Radiographic Positioning and Techniques. 11ª ed. St. Louis: Elsevier; 2025. Cap. 8, Crânio, ossos da face e seios paranasais, p. 239, 279 e 281.

Aviso: conteúdo educativo, baseado na literatura citada. Protocolos podem variar entre serviços; siga sempre a orientação do médico ou radiologista responsável.

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