Radiografia dos seios da face em Waters: posicionamento e critérios
A incidência de Waters é a principal para ver os seios maxilares. Ela exige o paciente sentado e o feixe horizontal, para mostrar níveis de líquido. Veja o posicionamento, as linhas do crânio e os critérios.
Neste artigo
Ficha técnica: Radiografia dos seios da face em Waters
- Paciente
- Sentado, queixo e nariz encostados no bucky vertical. Linha mento-meatal perpendicular ao receptor (a órbito-meatal fica a 37°). Plano mediossagital perpendicular, sem rotação.
- Receptor
- 18×24 cm ou 24×30 cm na vertical, com grade.
- Raio central
- Horizontal, perpendicular ao receptor, saindo no acântio (base do nariz).
- Distância foco-filme
- 100 cm.
Observação: Retire tudo que for de metal ou plástico da cabeça e do pescoço. Controle automático de exposição não recomendado. Respiração suspensa.
O que é a incidência de Waters?
A incidência. A incidência de Waters, ou parietoacantial, é feita com o paciente sentado de frente para o receptor e a cabeça inclinada para trás. É uma das incidências de rotina dos seios paranasais.1
O que mostra. Os seios maxilares, sem sobreposição. Com a variação de boca aberta, mostra também o seio esfenoidal através da boca.1
Por que sentado. A incidência exige o paciente ereto e o feixe horizontal, para mostrar níveis de ar e líquido dentro dos seios.1
Como posicionar o paciente?
Preparo. Retire tudo que for de metal ou plástico da cabeça e do pescoço: brincos, grampos, óculos, próteses removíveis.1
Paciente. Sentado, com o queixo e o nariz encostados na superfície do bucky vertical.1
Linha mento-meatal. Ajuste a cabeça até a linha mento-meatal, que vai do queixo ao meato acústico externo, ficar perpendicular ao receptor. Nessa posição, a linha órbito-meatal forma um ângulo de 37° com o receptor.1
Sem rotação. O plano mediossagital fica perpendicular ao receptor, sem rotação nem inclinação da cabeça.1
Boca aberta (opcional). Para ver o seio esfenoidal, peça para o paciente abrir bem a boca, sem mexer a cabeça.1
Onde incide o raio central?
Ponto de saída. O raio central é horizontal, perpendicular ao receptor, e sai no acântio, o ponto na base do nariz, logo acima do lábio superior. Centralize o receptor no raio.1
Quais são os fatores técnicos?
Distância e grade. Distância foco-filme de 100 cm, com grade e receptor de 18×24 cm ou 24×30 cm na vertical.1
Exposição. O controle automático de exposição não é recomendado nessa incidência.1
Colimação e respiração. Colime nos quatro lados, incluindo as margens de tecido mole, e peça para o paciente prender a respiração durante a exposição.1
Quais são os critérios de avaliação da imagem?
Uma boa Waters deve mostrar:1
- Seios maxilares sem obstrução.
- Cristas petrosas logo abaixo do assoalho dos seios maxilares, sinal de que a inclinação da cabeça estava correta.
- Sem rotação: a distância entre as órbitas e a borda lateral do crânio igual dos dois lados.
- Na boca aberta: o seio esfenoidal visível através da boca.
- Nitidez: margens ósseas nítidas, com detalhe dos tecidos moles, sem movimento.
Erros mais comuns. No crânio e na face, os erros mais frequentes são rotação, inclinação da cabeça, flexão ou extensão excessiva do pescoço e angulação errada do raio.1 Na Waters, se as cristas petrosas cobrem os seios maxilares, a cabeça estava pouco inclinada para trás.
Perguntas frequentes
Para que serve a incidência de Waters?
É a incidência que melhor mostra os seios maxilares, sem sobreposição. Com a boca aberta, mostra também o seio esfenoidal através da boca.1
Por que a incidência de Waters é feita com o paciente sentado?
Para mostrar níveis de ar e líquido dentro dos seios. Eles só aparecem com o paciente ereto e o feixe horizontal.1
Qual linha do crânio usar na incidência de Waters?
A linha mento-meatal (do queixo ao meato acústico externo) fica perpendicular ao receptor. Com isso, a linha órbito-meatal forma um ângulo de 37° com o receptor.1
Como saber se a Waters ficou correta?
As cristas petrosas aparecem logo abaixo do assoalho dos seios maxilares, e a distância entre as órbitas e a borda lateral do crânio é igual dos dois lados.1
Referências
- Lampignano JP, Kendrick LE. Bontrager’s Handbook of Radiographic Positioning and Techniques. 11ª ed. St. Louis: Elsevier; 2025. Cap. 8, Crânio, ossos da face e seios paranasais, p. 239, 279 e 281.
Aviso: conteúdo educativo, baseado na literatura citada. Protocolos podem variar entre serviços; siga sempre a orientação do médico ou radiologista responsável.