Radiografia de coluna cervical em perfil: posicionamento e como mostrar C7
O perfil é a incidência mais importante da coluna cervical, e o desafio é mostrar até C7 sem os ombros na frente. Veja o posicionamento, a distância e o que fazer quando C7 não aparece.
Neste artigo
Ficha técnica: Radiografia de coluna cervical em perfil
- Paciente
- Em pé ou sentado, de lado. Os dois ombros abaixados por igual (pesos nas mãos, se preciso) e o queixo levemente erguido.
- Receptor
- 24×30 cm na vertical, com a borda de cima de 2,5 a 5 cm acima do meato acústico externo. Grade se o pescoço tiver mais de 10 cm.
- Raio central
- Horizontal, perpendicular ao receptor, na altura de C4 (borda de cima da cartilagem tireoide).
- Distância foco-filme
- 150 a 180 cm. A distância maior mostra melhor C7.
Observação: Exposição em expiração completa, que ajuda a abaixar os ombros. Se C7 ainda não aparecer, faça o perfil cervicotorácico (posição do nadador).
O que é a radiografia de coluna cervical em perfil?
A incidência. O perfil (lateral) da coluna cervical é feito com o paciente de lado para o receptor e o feixe horizontal. Faz parte da rotina, junto com a AP axial, a transoral e as oblíquas.1
O que mostra. No mínimo de C1 a C7, com os corpos vertebrais e os espaços entre eles. O perfil também mostra as articulações zigapofisárias (facetárias) da coluna cervical.1
Trauma. No paciente com trauma, siga a série própria de coluna cervical, que começa pelo perfil com feixe horizontal.1
Como posicionar o paciente?
Paciente. Em pé ou sentado, de lado, com a coluna cervical alinhada e centralizada no raio central e na linha média do receptor.1
Receptor. Posicione a borda de cima do receptor de 2,5 a 5 cm acima do meato acústico externo (a entrada do ouvido).1
Ombros. Abaixe os dois ombros por igual. Pesos nas mãos podem ser necessários para mostrar C7.1
Queixo. Erga levemente o queixo, para tirar os ângulos da mandíbula de cima da coluna.1
Onde incide o raio central?
Ponto de entrada. O raio central é horizontal, perpendicular ao receptor, e entra na altura de C4, a borda de cima da cartilagem tireoide.1
Quais são os fatores técnicos?
Distância. Use de 150 a 180 cm. Com a distância maior, os raios chegam menos divergentes e C7 aparece melhor.1
Grade. Use grade se o pescoço tiver mais de 10 cm de espessura; abaixo disso, o exame pode ser feito sem grade.1
Colimação e respiração. Colime nos quatro lados, incluindo as margens de tecido mole. Faça a exposição em expiração completa.1
E quando C7 não aparece?
Perfil cervicotorácico. Se, mesmo com os ombros abaixados, C7 continuar escondida atrás deles, faça o perfil cervicotorácico, conhecido como posição do nadador. Ele mostra de C5 a T3, com as cabeças dos úmeros afastadas da coluna.1
Quais são os critérios de avaliação da imagem?
Um bom perfil de coluna cervical deve mostrar:1
- Estruturas incluídas: no mínimo de C1 a C7, com os corpos vertebrais e os espaços entre eles.
- Sem rotação: as articulações zigapofisárias quase sobrepostas.
- Mandíbula fora da coluna: sem sobreposição sobre as vértebras.
- Exposição adequada da coluna cervical baixa, sem movimento.
- Nitidez: tecidos moles e anatomia óssea visíveis.
Perguntas frequentes
Como mostrar C7 no perfil de coluna cervical?
Abaixe os dois ombros por igual (o paciente pode segurar pesos nas mãos), faça a exposição em expiração completa e use distância de 150 a 180 cm. Se C7 continuar escondida, faça o perfil cervicotorácico, a posição do nadador.1
Por que usar 180 cm no perfil de coluna cervical?
Porque os raios chegam menos divergentes, o que mostra melhor C7.1 A distância maior também reduz a ampliação causada pelo afastamento entre o pescoço e o receptor, que os ombros impõem.
Onde incide o raio central no perfil cervical?
Horizontal, perpendicular ao receptor, na altura de C4, a borda de cima da cartilagem tireoide.1
Como fazer o perfil cervical em paciente com trauma?
No trauma, segue-se a série própria: perfil com feixe horizontal, com o paciente deitado e sem retirar o colar, antes de qualquer outra incidência.1
Referências
- Lampignano JP, Kendrick LE. Bontrager’s Handbook of Radiographic Positioning and Techniques. 11ª ed. St. Louis: Elsevier; 2025. Cap. 6, Coluna vertebral, p. 187–188, 195 e 197.
Aviso: conteúdo educativo, baseado na literatura citada. Protocolos podem variar entre serviços; siga sempre a orientação do médico ou radiologista responsável.