Radiografia de quadril em perfil (posição de rã): método de Cleaves modificado

O perfil de quadril em "posição de rã" mostra o colo e a cabeça do fêmur de lado. Mas ele é contraindicado na suspeita de fratura. Veja o posicionamento, como localizar o colo do fêmur e os critérios da imagem.

Publicado em por Equipe Guia do Raio-X | 6 min de leitura

Neste artigo
  1. O que é a radiografia de quadril em perfil?
  2. Como posicionar o paciente?
  3. Onde incide o raio central?
  4. Quais são os fatores técnicos?
  5. Quais são os critérios de avaliação da imagem?
  6. Perguntas frequentes
  7. Referências

Ficha técnica: Radiografia de quadril em perfil (posição de rã)

Paciente
Deitado ou em pé. Joelho e quadril fletidos, fêmur abduzido 45° em relação à vertical. Para cabeça e acetábulo, inclinar o corpo 35° a 45° para o lado examinado.
Receptor
24×30 cm na horizontal (um lado) ou 35×43 cm (bilateral), com grade.
Raio central
Perpendicular ao receptor, no meio do colo do fêmur.

Observação: Não faça em suspeita de fratura, luxação ou doença destrutiva do quadril: os fragmentos podem se deslocar. Nesses casos, use o perfil de trauma (Danelius-Miller).

O que é a radiografia de quadril em perfil?

A incidência. O perfil de quadril pelo método de Cleaves modificado, conhecido como “posição de rã”, é a incidência de rotina para ver o quadril de lado quando não há trauma. Pode ser feito de um lado só ou dos dois juntos.1

O que mostra. A cabeça e o colo do fêmur, o acetábulo e a região dos trocânteres.1

Quando não fazer. Na suspeita de fratura ou luxação e em doença destrutiva do quadril, a abertura da coxa pode deslocar os fragmentos. Nesses casos, use o perfil de trauma, pelo método de Danelius-Miller, feito com feixe horizontal e sem mover a perna afetada.1

Como posicionar o paciente?

Paciente. Deitado de costas ou em pé.1

Para o colo do fêmur. Flexione o joelho e o quadril do lado examinado e abra a coxa, abduzindo o fêmur 45° em relação à vertical.1

Para a cabeça e o acetábulo. Incline o paciente 35° a 45° para o lado examinado e abra a perna até encostar na mesa ou no bucky de parede, se possível. Centralize o quadril e o colo no raio central.1

Bilateral. Nos dois lados ao mesmo tempo, flexione quadris e joelhos, abduza os dois fêmures por igual (40° a 45°), com as plantas dos pés encostadas uma na outra, e confira se as EIAS estão à mesma distância da mesa.1

Onde incide o raio central?

Ponto de entrada. O raio central é perpendicular ao receptor e entra no meio do colo do fêmur. No exame bilateral, fica na altura das cabeças femorais, cerca de 7 a 8 cm abaixo do nível das EIAS.1

Como achar o colo do fêmur. Trace uma linha imaginária entre a espinha ilíaca anterossuperior (EIAS) e a sínfise púbica. Do ponto médio dessa linha, desça uma perpendicular: a cabeça do fêmur fica a cerca de 4 cm, e o meio do colo, a cerca de 6 a 7 cm.1

Outro método. O colo do fêmur também fica de 2,5 a 5 cm para dentro da EIAS, na altura da borda de cima da sínfise púbica, que está de 8 a 10 cm abaixo da EIAS.1

Quais são os fatores técnicos?

Distância e grade. Distância foco-filme de 100 cm, com grade. Receptor de 24×30 cm na horizontal para um lado, ou 35×43 cm para os dois.1

kVp. Em adultos, pode-se usar kVp mais alto (80 a 90) com mAs mais baixo, para reduzir a dose.1

Colimação e respiração. Colime nos quatro lados, incluindo as margens de tecido mole, e peça para o paciente prender a respiração durante a exposição.1

Quais são os critérios de avaliação da imagem?

Um bom perfil de quadril deve mostrar:1

  • Estruturas incluídas: cabeça e colo do fêmur, acetábulo e região dos trocânteres.
  • Sem rotação: ossos da pelve simétricos (no exame bilateral).
  • Trocânteres menores do mesmo tamanho dos dois lados.
  • Colo do fêmur com distorção mínima, e o trocânter maior sobreposto ao colo.
  • Nitidez: trabeculado ósseo bem definido, sem movimento.

Perguntas frequentes

O que é a posição de rã na radiografia de quadril?

É o nome popular do método de Cleaves modificado. O paciente fica deitado com o joelho e o quadril fletidos e a coxa aberta para o lado, lembrando as pernas de uma rã.1

Quando não fazer o perfil de quadril em posição de rã?

Na suspeita de fratura ou luxação do quadril e em doença destrutiva da articulação. Abrir a coxa pode deslocar os fragmentos. Nesses casos, usa-se o perfil de trauma, pelo método de Danelius-Miller.1

Como localizar o colo do fêmur para centralizar o raio?

Trace uma linha imaginária entre a espinha ilíaca anterossuperior e a sínfise púbica. Do ponto médio dela, desça uma perpendicular: a cabeça do fêmur fica a cerca de 4 cm, e o meio do colo, a cerca de 6 a 7 cm.1

Referências

  1. Lampignano JP, Kendrick LE. Bontrager’s Handbook of Radiographic Positioning and Techniques. 11ª ed. St. Louis: Elsevier; 2025. Cap. 5, Fêmur e pelve, p. 161–162, 170–173.

Aviso: conteúdo educativo, baseado na literatura citada. Protocolos podem variar entre serviços; siga sempre a orientação do médico ou radiologista responsável.

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