Radiografia de pelve AP (bacia): posicionamento, raio central e critérios

A AP de pelve mostra a bacia inteira e a parte de cima dos fêmures. O cuidado principal é girar os pés para dentro, exceto na suspeita de fratura de quadril. Veja o passo a passo.

Publicado em por Equipe Guia do Raio-X | 5 min de leitura

Neste artigo
  1. O que é a radiografia de pelve AP?
  2. Como posicionar o paciente?
  3. Onde incide o raio central?
  4. Quais são os fatores técnicos?
  5. Quais são os critérios de avaliação da imagem?
  6. Perguntas frequentes
  7. Referências

Ficha técnica: Radiografia de pelve AP (bacia)

Paciente
Deitado ou em pé, pernas estendidas, pés e pernas girados 15° a 20° para dentro por igual. Sem rotação da pelve (EIAS à mesma distância da mesa).
Receptor
35×43 cm na horizontal, com grade, incluindo a pelve inteira.
Raio central
Perpendicular, no ponto médio entre as EIAS e a sínfise púbica, cerca de 5 cm abaixo do nível das EIAS.

Observação: kVp de 80 a 90, com mAs baixo. Respiração suspensa. Na suspeita de fratura ou luxação do quadril, não gire as pernas.

O que é a radiografia de pelve AP?

A incidência. A AP de pelve, também chamada de radiografia de bacia, é feita com o feixe entrando pela frente e o receptor atrás do paciente. Inclui a cintura pélvica, o sacro, o cóccix e a parte de cima dos dois fêmures.1

O que mostra. A cintura pélvica, L5, o sacro, o cóccix e os fêmures proximais. Se o paciente tiver prótese ou outro material ortopédico, ele deve aparecer inteiro.1

Como posicionar o paciente?

Paciente. Deitado ou em pé, com a pelve centralizada no receptor e as pernas estendidas. Um apoio sob os joelhos deixa o paciente mais confortável.1

Rotação interna. Gire os pés, os joelhos e as pernas 15° a 20° para dentro, por igual dos dois lados. Se precisar, prenda com fita.1

Sem rotação da pelve. Confira se as duas espinhas ilíacas anterossuperiores (EIAS) estão à mesma distância da mesa.1

Trauma. Na suspeita de fratura ou luxação do quadril, não gire as pernas para dentro. Faça o exame movendo o mínimo possível a perna afetada.1

Onde incide o raio central?

Ponto de entrada. O raio central é perpendicular ao receptor e entra no ponto médio entre as EIAS e a sínfise púbica, cerca de 5 cm abaixo do nível das EIAS. Centralize o receptor no raio, incluindo a pelve inteira.1

Quais são os fatores técnicos?

Distância e grade. Distância foco-filme de 100 cm, com grade e receptor de 35×43 cm na horizontal.1

kVp. Em adultos, pode-se usar kVp mais alto (80 a 90) com mAs mais baixo, para reduzir a dose total.1

Colimação e respiração. Colime nos quatro lados até a área de interesse, incluindo as margens de tecido mole. Peça para o paciente prender a respiração durante a exposição.1

Proteção. Os tecidos próximos da pelve são sensíveis à radiação. O uso de protetores segue as normas locais e o protocolo do serviço, e eles não podem cobrir a área que precisa ser avaliada.1

Quais são os critérios de avaliação da imagem?

Uma boa AP de pelve deve mostrar:1

  • Estruturas incluídas: cintura pélvica, L5, sacro, cóccix e fêmures proximais, com qualquer material ortopédico inteiro.
  • Rotação das pernas correta: os trocânteres menores geralmente não aparecem (sem trauma).
  • Sem rotação da pelve: ílios e forames obturados simétricos.
  • Exposição adequada: L5, sacro e as margens das cabeças femorais e dos acetábulos visíveis, sem movimento.
  • Nitidez: tecidos moles e trabeculado ósseo bem definidos.

Perguntas frequentes

Por que girar os pés para dentro na radiografia de bacia?

Com as pernas giradas 15° a 20° para dentro, o colo do fêmur fica paralelo ao receptor e aparece no comprimento real. Por isso, na AP sem trauma, os trocânteres menores geralmente não aparecem.1

Onde incide o raio central na AP de pelve?

No ponto médio entre as espinhas ilíacas anterossuperiores (EIAS) e a sínfise púbica, cerca de 5 cm abaixo do nível das EIAS.1

Pode girar as pernas se houver suspeita de fratura de quadril?

Não. Com suspeita de fratura ou luxação, faça o exame movendo o mínimo possível a perna afetada.1

Referências

  1. Lampignano JP, Kendrick LE. Bontrager’s Handbook of Radiographic Positioning and Techniques. 11ª ed. St. Louis: Elsevier; 2025. Cap. 5, Fêmur e pelve, p. 161, 175–176.

Aviso: conteúdo educativo, baseado na literatura citada. Protocolos podem variar entre serviços; siga sempre a orientação do médico ou radiologista responsável.

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