Radiografia de ombro AP com rotação externa e interna: técnica e critérios
A AP de ombro é feita em duas rotações do braço, que mostram lados diferentes do úmero proximal. Veja como posicionar cada uma, onde centralizar o raio e o que conferir na imagem.
Neste artigo
Ficha técnica: Radiografia de ombro AP com rotação externa e interna
- Paciente
- Em pé, sentado ou deitado, braço levemente abduzido, corpo um pouco girado para o lado examinado. Rotação externa (palma para frente) ou interna (dorso da mão para frente).
- Receptor
- 24×30 cm na horizontal, com grade, centralizado na articulação escapuloumeral.
- Raio central
- Perpendicular ao receptor, 2,5 cm abaixo do processo coracoide.
- Distância foco-filme
- 100 cm.
Observação: kVp de 75 a 85. Respiração suspensa. Não gire o braço se houver suspeita de fratura ou luxação.
O que é a radiografia de ombro AP com rotação?
A incidência. A AP de ombro é a incidência de rotina do ombro sem trauma. É feita em duas posições do braço, rotação externa e rotação interna, que mostram lados diferentes do úmero proximal.1
O que mostra. O úmero proximal, os dois terços laterais da clavícula e a parte de cima da escápula, com a relação entre a cabeça do úmero e a cavidade glenoide.1
Atenção ao trauma. Não gire o braço se houver suspeita de fratura ou luxação.1
Como posicionar o paciente?
Paciente. Em pé, sentado ou deitado, com o braço levemente abduzido. Gire um pouco o corpo para o lado examinado, se for preciso, para o ombro encostar no receptor ou na mesa.1
Receptor. Use o receptor de 24×30 cm na horizontal, com grade, centralizado na articulação escapuloumeral e no raio central. Na vertical, ele inclui também a parte medial da clavícula.1
Rotação externa. Com o braço estendido e levemente abduzido, gire-o para fora, com a mão supinada, até os epicôndilos do úmero distal ficarem paralelos ao receptor.1
Rotação interna. Com o braço estendido e levemente abduzido, gire-o para dentro, com a mão pronada, até os epicôndilos ficarem perpendiculares ao receptor.1
Onde incide o raio central?
Ponto de entrada. O raio central é perpendicular ao receptor e entra 2,5 cm abaixo do processo coracoide.1
Quais são os fatores técnicos?
Distância e kVp. Distância foco-filme de 100 cm, com grade, e kVp de 75 a 85.1
Colimação. Colime bem nos quatro lados, com as bordas lateral e superior ajustadas às margens dos tecidos moles.1
Respiração. Peça para o paciente prender a respiração durante a exposição.1
Quais são os critérios de avaliação da imagem?
Uma boa AP de ombro deve mostrar o úmero proximal, os dois terços laterais da clavícula e a parte de cima da escápula, com a cabeça do úmero em relação à glenoide.1
Rotação externa (AP do úmero proximal):1
- Tubérculo maior em perfil, do lado de fora.
- Tubérculo menor sobreposto à cabeça do úmero.
Rotação interna (perfil do úmero proximal):1
- Tubérculo menor em perfil, do lado de dentro.
- Tubérculo maior sobreposto à cabeça do úmero.
Nas duas, a imagem deve ter exposição e contraste adequados, sem movimento, com tecidos moles e trabeculado ósseo nítidos.1
Perguntas frequentes
Para que servem as rotações externa e interna na radiografia de ombro?
Cada rotação mostra um lado do úmero proximal. Na rotação externa, o tubérculo maior aparece de perfil, do lado de fora; na interna, é o tubérculo menor que aparece de perfil, do lado de dentro.1
Onde incide o raio central na AP de ombro?
Perpendicular ao receptor, 2,5 cm abaixo do processo coracoide.1
Pode girar o braço se houver suspeita de fratura?
Não. Com suspeita de fratura ou luxação, o braço não deve ser girado. Nesse caso, usam-se as incidências de trauma do ombro.1
Referências
- Lampignano JP, Kendrick LE. Bontrager’s Handbook of Radiographic Positioning and Techniques. 11ª ed. St. Louis: Elsevier; 2025. Cap. 3, Úmero e cintura escapular, p. 81–82.
Aviso: conteúdo educativo, baseado na literatura citada. Protocolos podem variar entre serviços; siga sempre a orientação do médico ou radiologista responsável.