Quanto custa um raio-X no Brasil? Particular, convênio e SUS

Os valores variam bastante conforme a região do corpo, a cidade e o tipo de atendimento. Veja faixas de preço reais e o que influencia o custo de um raio-x.

Atualizado em por Equipe Guia do Raio-X | 5 min de leitura

Mão segurando notas de 100 reais diante de uma radiografia de mão no negatoscópio
Neste artigo
  1. Quanto custa um raio-X particular
  2. Quanto custa com plano de saúde (convênio)
  3. E pelo SUS?
  4. O que influencia o preço
  5. Perguntas frequentes
  6. Referências

Quanto custa um raio-X particular

Faixa de preço observada. Em clínicas populares, um raio-x simples (tórax, mão, pé) costuma ficar entre R$ 45 e R$ 100. Em clínicas e hospitais tradicionais, o mesmo exame pode custar entre R$ 100 e R$ 300, ou mais, dependendo da estrutura e da região do corpo.1

Por que a variação é tão grande. O preço depende do número de incidências (posições) solicitadas, se o equipamento é digital ou convencional, da cidade e do bairro onde fica a clínica, e se ela opera no modelo de “exame popular” (preço fixo reduzido) ou no modelo tradicional.1

Quanto custa com plano de saúde (convênio)

Depende do contrato. Planos de saúde costumam cobrir o raio-x, mas alguns contratos têm coparticipação — uma cobrança parcial paga pelo paciente a cada exame realizado. Em uma das principais operadoras do país, a coparticipação de um raio-x simples fica entre R$ 45 e R$ 52; para exames com contraste, entre R$ 114 e R$ 126.2

A referência usada pelo mercado. Fora da coparticipação, o valor pago pelos planos aos prestadores costuma seguir a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM), uma tabela de referência negociada entre operadoras, hospitais e associações médicas, reajustada periodicamente.3

E pelo SUS?

Gratuito para o paciente. Pelo Sistema Único de Saúde, o raio-x não tem custo direto para quem faz o exame — o SUS é público e universal. O que existe é uma tabela interna, chamada SIGTAP (Sistema de Gerenciamento da Tabela de Procedimentos, Medicamentos e OPM do SUS), usada pelo Ministério da Saúde para definir o valor que é repassado ao hospital ou clínica que realizou o exame, não ao paciente.4

O que pode variar. O que muda de um município para outro não é o preço — é o tempo de espera, que depende da demanda local e da urgência clínica do caso.

O que influencia o preço

ContextoFaixa aproximadaObservação
Particular — clínica popularR$ 45 a R$ 100Preço fixo, geralmente por exame simples
Particular — clínica tradicionalR$ 100 a R$ 300+Varia por região do corpo e cidade
Convênio (coparticipação)R$ 30 a R$ 130Depende da operadora e do contrato
SUSGratuitoSem custo direto; tempo de espera pode variar

Região do corpo e número de incidências. Um raio-x de mão custa menos do que um de coluna ou tórax com múltiplas posições, porque exige menos imagens e menos tempo de equipamento.

Urgência e horário. Atendimentos de emergência, fora do horário comercial, costumam ter valor mais alto do que exames agendados.

Cidade e bairro. Capitais e regiões metropolitanas tendem a ter preços mais altos do que cidades menores, refletindo o custo de aluguel e operação da clínica.

Perguntas frequentes

O raio-x pelo SUS tem fila de espera?

Pode ter, dependendo da demanda da unidade e da urgência do caso. Emergências costumam ser priorizadas; exames de rotina podem levar mais tempo para agendar.

Meu convênio cobre 100% do raio-x?

Depende do contrato. Alguns planos cobrem o exame integralmente, outros cobram coparticipação — uma parte do valor paga pelo paciente. Vale confirmar diretamente com a operadora antes do exame.

Por que o mesmo exame custa tão diferente entre clínicas?

Equipamento (digital ou convencional), estrutura da clínica, região da cidade e o modelo de negócio (popular ou tradicional) explicam boa parte da diferença de preço.

Referências

  1. Faixas de preço observadas em tabelas públicas de clínicas de diagnóstico por imagem no Brasil (exame popular e particular), consultadas em agosto de 2026.
  2. Tabela de coparticipação de operadora de plano de saúde, categoria “Simples” e “Complexo”, consultada em agosto de 2026.
  3. Associação Médica Brasileira (AMB). Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM).
  4. Ministério da Saúde / DATASUS. SIGTAP — Sistema de Gerenciamento da Tabela de Procedimentos, Medicamentos e OPM do SUS.

Aviso: conteúdo educativo, baseado na literatura citada. Protocolos podem variar entre serviços; siga sempre a orientação do médico ou radiologista responsável.

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