Resumo rápido
PacienteEm pé, lado esquerdo do tórax encostado no receptor (padrão), braços elevados acima da cabeça, queixo erguido, plano sagital paralelo ao receptor e sem rotação de ombros/quadris.
Raio CentralPerpendicular ao receptor, na altura de T7, na linha axilar média, ao nível do ângulo inferior da escápula.
Distância Foco-Filme180 cm, com uso de grade.
Receptor35×43 cm.
Paciente posicionado para radiografia de tórax em perfil

Este guia faz parte da Rotina de Tórax e do Guia Completo das Incidências de Tórax.

Distância Foco-Filme

180 cm

Receptor

35×43 cm

kVp

110–125

Raio Central

Perpendicular
Nível de T7

01O Que É a Incidência Lateral de Tórax


Complemento da PAA incidência em perfil (lateral) é feita em conjunto com a incidência PA para formar o exame de tórax padrão em duas incidências. Sozinha, a PA não permite localizar uma lesão em profundidade nem avaliar áreas encobertas pelo coração e pela coluna — o perfil resolve essa limitação.1

Lado preferidoPor padrão, usa-se o perfil esquerdo, que mantém o coração — localizado à esquerda — mais próximo do receptor, reduzindo sua magnificação, salvo indicação clínica de investigar especificamente o pulmão direito.1

02Posicionamento do Paciente


PosturaO paciente fica em pé, com o lado esquerdo do tórax encostado no receptor, os braços elevados acima da cabeça (segurando um suporte, se disponível) para afastá-los do campo pulmonar, o queixo erguido para não sobrepor tecido mole aos ápices pulmonares, e os pés levemente afastados para estabilidade.1

AlinhamentoO plano sagital do tórax é alinhado paralelamente ao receptor, enquanto o plano coronal fica perpendicular a ele — os ombros e quadris devem estar sobrepostos exatamente um sobre o outro, sem rotação anterior ou posterior, o que evita a projeção de um lado sobre o outro.1

03Raio Central e Centralização


Altura de incidênciaO raio central é perpendicular ao receptor e incide na altura de T7, na linha axilar média, ao nível do ângulo inferior da escápula.1

Centralização lateralO tórax é centralizado ao receptor pelo plano coronal médio, e não pela linha axilar, já que o tórax é mais largo na parte posterior — a centralização correta evita cortar os campos pulmonares posteriores.1

04Fatores Técnicos, Colimação e Respiração


Distância e gradeMantém-se a mesma distância foco-filme de 180 cm e o uso de grade com kVp entre 110 e 125, os mesmos parâmetros da incidência PA, para preservar a consistência entre as duas imagens do exame.1

Colimação e respiraçãoO campo é colimado nos quatro lados da área pulmonar — bordas anterior, posterior, superior e inferior — cobrindo do ápice ao seio costofrênico. A exposição é feita ao final da segunda inspiração profunda, no mesmo momento respiratório usado na PA.1

05Alternativas: Maca e Cadeira de Rodas


Paciente não ambulatorialQuando o paciente não consegue ficar em pé sem apoio, o perfil pode ser feito sentado na maca, com as pernas para fora da borda, os braços cruzados acima da cabeça (ou segurando um apoio) e o queixo erguido; ou sentado em cadeira de rodas, com os apoios de braço removidos (ou acolchoados, quando não for possível remover), inclinado para frente com um bloco de apoio atrás das costas e os braços elevados segurando um suporte, mantendo os mesmos princípios de alinhamento sem rotação.1

Cuidados adicionaisDeve-se sempre tentar manter o paciente o mais ereto possível. Quando isso não for viável, a cabeceira da maca pode ser elevada ao máximo, com um suporte radiotransparente apoiando as costas. Nessas variantes, é preciso atenção redobrada para evitar a rotação do tórax, já que o paciente tem menos controle postural do que em pé — um pequeno desalinhamento já compromete a sobreposição das costelas e dificulta a avaliação.1

06Critérios de Avaliação da Imagem


Sem rotaçãoAs costelas posteriores do lado mais afastado do receptor aparecem levemente deslocadas para trás (cerca de 0,5 a 1 cm) em relação às do lado mais próximo — esse pequeno deslocamento é esperado, por divergência do feixe; uma separação maior indica rotação do tórax durante a exposição.1

Queixo e braçosO queixo e os braços devem estar elevados o suficiente para não sobrepor tecido mole aos ápices pulmonares, e toda a extensão dos pulmões, do ápice ao seio costofrênico posterior, deve estar incluída na imagem.1

ExposiçãoSem borrão de movimento, com contornos nítidos do diafragma e das marcações pulmonares. Contraste de longa escala suficiente para visualizar os contornos das costelas e do parênquima pulmonar através da sombra cardíaca e das regiões superiores dos pulmões, sem superexpor as demais áreas.1

07Perguntas Frequentes


Por que a radiografia de tórax em perfil usa o lado esquerdo?

Porque o coração fica à esquerda, e posicionar esse lado junto ao receptor reduz a magnificação cardíaca na imagem, salvo quando o objetivo é avaliar especificamente o pulmão direito.1

Por que fazer perfil se já existe a incidência PA?

A PA não permite localizar lesões em profundidade nem avaliar áreas encobertas pelo coração e pela coluna. O perfil complementa essa limitação, formando o exame de tórax padrão em duas incidências.1

Como saber se não houve rotação na radiografia em perfil?

As costelas posteriores dos dois lados devem aparecer quase perfeitamente sobrepostas na imagem — se estiverem separadas, houve rotação do tórax.1

É possível fazer o perfil de tórax em paciente que não anda?

Sim, com adaptações — sentado na maca, com as pernas para fora da borda, ou em cadeira de rodas, mantendo os mesmos princípios de alinhamento sem rotação e, sempre que possível, o paciente o mais ereto possível.1